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Engenharia · Site institucional

Compliance Engenharia

Identidade e site para uma assessoria técnica de condomínios recém-criada, sem marca definida e sem portfólio para mostrar.

Cliente
Compliance Engenharia
Segmento
Assessoria técnica para condomínios
Papel
Product Designer (direção visual, UX, UI e desenvolvimento)
Entregáveis
  • Direção visual e paleta
  • Arquitetura de informação
  • UI Design
  • Desenvolvimento e publicação
Prévia do site da Compliance Engenharia

Contexto

Uma empresa nova, sem marca e sem portfólio

A Compliance Engenharia é uma assessoria técnica para condomínios em Fortaleza e região, sob responsabilidade do engenheiro Francisco Diego Barbosa da Rocha. Faz vistorias, laudos técnicos e gestão de obras para síndicos e administradoras.

A empresa é recente. Quando o projeto começou não havia site, paleta, referência visual, nem obras entregues para preencher um portfólio.

É o cenário mais difícil de um site institucional: precisa transmitir confiança técnica sem poder apoiar essa confiança em histórico.

O desafio

Construir credibilidade antes de existir histórico

O ponto de partida em branco somava dois problemas ao mesmo tempo:

  • Não havia paleta, tipografia ou referência visual da marca.
  • Não havia projetos entregues para sustentar uma seção de portfólio.
  • O serviço era descrito pela nomenclatura técnica, vistoria, laudo e gestão de obra, que diz pouco para quem não é da área.
  • O interlocutor é alguém que decide sobre patrimônio de terceiros e responde por essa decisão, ou seja, erra caro.

A direção

As decisões que definiram a direção

Sem histórico para exibir, a credibilidade teve que vir de outro lugar: do método, do vocabulário e da postura da página diante da própria limitação.

01

Abrir pelo risco, não pelo serviço

A primeira seção depois do topo não fala do que a empresa vende, fala do que pode dar errado: uma infiltração, uma reforma sem acompanhamento, um laudo que nunca foi atualizado. É o que tira o síndico do sono, e é onde ele se reconhece antes de qualquer descrição de serviço.

02

Traduzir a nomenclatura técnica

Vistoria, laudo e gestão de obra ganharam um rótulo do que entregam: diagnóstico, conformidade e execução. O termo técnico continua ali, mas depois da função, e não no lugar dela.

03

Usar o próprio nome como argumento

Compliance significa estar em conformidade. A seção sobre a empresa parte dessa definição para explicar o serviço, transformando o nome em explicação em vez de deixá-lo como jargão importado.

04

Construir a paleta a partir da ideia de conformidade

Verde carrega a convenção pronta de aprovação e de estar dentro da norma. Navy sustenta a seriedade técnica. O par foi montado sem tensão complementar, de propósito.

05

Assumir o portfólio vazio

No lugar de esconder a seção ou preenchê-la com conteúdo genérico, a página declara que os primeiros projetos estão sendo reunidos e convida para conhecer o método. Assumir a limitação custa menos credibilidade do que um portfólio inventado, ainda mais para quem vende conformidade.

06

Dar nome à responsabilidade técnica

O responsável aparece nominalmente na seção sobre a empresa. Em serviço que envolve laudo e responsabilidade legal, saber quem assina vale mais do que qualquer adjetivo institucional.

A interface

A interface, decisão por decisão

Cada bloco abaixo mostra uma decisão da interface e o raciocínio por trás dela. Como o projeto nasceu do zero, não há um site anterior para comparar.

Abertura

A promessa dirigida a quem decide, não ao condomínio

O título fala do condomínio, mas o subtítulo endereça o síndico de forma explícita: protege o síndico, reduz riscos e valoriza o patrimônio. É ele quem contrata, quem responde pela decisão e quem precisa se sentir amparado ao escolher.

Topo do site da Compliance Engenharia, com o título “Seu condomínio em boas mãos, do diagnóstico à solução” sobre fundo navy
Abertura do site

Problema

A seção que abre pelo que pode dar errado

Antes de descrever qualquer serviço, a página nomeia o risco: decisões técnicas não deveriam ser um salto no escuro. Cita a infiltração, a reforma sem acompanhamento e o laudo desatualizado, que são situações concretas do dia a dia de um síndico. Só depois disso a empresa se apresenta.

Seção “O risco que não aparece”, com o título “Decisões técnicas não deveriam ser um salto no escuro”
Seção de problema

Identidade

Harmonia em vez de tensão

A empresa não tinha identidade definida. A paleta partiu do significado do próprio nome, e foi construída com uma estratégia cromática oposta à que usei na Salcos, porque o que ela precisa comunicar também é oposto.

  • Navy#0F2941Base institucional e fundo das seções de peso
  • Verde#2F622ACor de marca, conformidade e aprovação
  • Lima#B8D56BSinalização e destaque sobre fundo escuro
  • Papel#F4F2ECFundo claro das seções de leitura
  • Tinta#1E2930Texto principal
  • Neutro#66757ATexto de apoio e legendas
  • Verde e lima estão a 39° um do outro: são análogos, a mesma família em dois níveis de luminosidade. O lima é o verde institucional elevado ao nível de sinalização, usado onde precisa saltar sobre o navy.
  • O navy fica a 94° do verde, longe o bastante para se distinguir, mas sem formar par complementar. A ausência de tensão cromática é a decisão, não um acaso: quem decide sobre risco estrutural não precisa de drama visual.
  • Os neutros escuros são o navy dessaturado, enquanto papel e linha são quentes. Texto frio sobre papel quente é o que evita que uma paleta técnica termine com aparência de ambiente hospitalar.
  • Contraste verificado: branco sobre navy 14,85:1, lima sobre navy 9,03:1 e tinta sobre papel 13,26:1. Todos passam no nível AAA, o mais exigente da WCAG.

Serviços

A função antes do nome técnico

Cada serviço recebeu um rótulo do que ele entrega, colocado acima do nome técnico: diagnóstico antes de vistorias e inspeções, conformidade antes de laudos técnicos, execução antes de gestão de obras. O síndico não procura um laudo, procura saber se pode ficar tranquilo.

Seção “O que fazemos”, com três serviços rotulados como diagnóstico, conformidade e execução
Seção de serviços

Método

O método no lugar do portfólio

Sem obras entregues para mostrar, o método assume a função de prova. Prevenção, clareza, responsabilidade e proximidade descrevem como a empresa trabalha, e a frase de abertura da seção resume o argumento comercial inteiro: prevenir custa menos do que remediar.

Seção “Nosso método” com quatro pilares: prevenção, clareza, responsabilidade e proximidade
Seção de método

Sobre

O nome da empresa vira a explicação do serviço

A seção institucional abre definindo a palavra: compliance significa estar em conformidade. A partir daí explica o que isso quer dizer na prática do trabalho, e fecha nomeando o responsável técnico. Em serviço que envolve laudo e responsabilidade legal, saber quem assina importa mais do que qualquer adjetivo.

Seção “Sobre a Compliance”, com a definição da palavra conformidade, missão, valores e o nome do responsável técnico
Seção institucional

Decisão

Declarar o portfólio vazio em vez de disfarçar

Esta é a decisão mais delicada do projeto. A empresa não tinha obras para mostrar, e havia duas saídas fáceis: remover a seção ou preenchê-la com imagens genéricas. A página faz o contrário e declara que os primeiros projetos estão sendo reunidos, convidando para conhecer o método. Para uma empresa que vende conformidade, fingir histórico seria contradizer o próprio serviço.

Seção de projetos declarando que a empresa está reunindo seus primeiros projetos e resultados
Estado vazio assumido

O processo

Como o projeto foi conduzido

  1. 01

    Leitura do serviço

    Antes de desenhar, precisei entender o que uma assessoria técnica de condomínio faz na prática e qual a diferença entre vistoria, laudo e gestão de obra, porque sem isso não daria para traduzir nenhum dos três.

  2. 02

    Estratégia de credibilidade

    Sem portfólio, mapeamos o que poderia sustentar confiança no lugar dele: o método de trabalho, a responsabilidade técnica nominal e um vocabulário preventivo em vez de comercial.

  3. 03

    Direção visual

    Propus paleta e tipografia a partir do posicionamento de conformidade e validei com o cliente antes de desenhar as telas, já que não havia identidade prévia.

  4. 04

    Design e desenvolvimento

    Construí a interface e publiquei o site, com a seção de projetos preparada para receber os primeiros casos assim que existirem.

O resultado

O que o site passou a comunicar

O escopo era criar a presença digital de uma empresa que ainda não tinha nenhuma. Não havia base anterior para comparar nem métrica combinada no contrato.

  • A empresa passou a ter paleta, tipografia e sistema visual, que antes não existiam.
  • O site abre pelo risco que o síndico reconhece, e não pela nomenclatura do serviço.
  • Cada serviço técnico carrega um rótulo do que entrega, colocado antes do termo técnico.
  • O portfólio vazio é declarado com honestidade, no lugar de ser preenchido com conteúdo genérico.
  • A responsabilidade técnica aparece nominalmente, ligando a empresa a uma pessoa identificável.

Resultado publicado

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