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Educação · Site institucional

Escola Bedelândia

Redesign do site de uma escola com 42 anos de história, cuja proposta pedagógica inteira estava presa dentro de imagens.

Cliente
Escola Bedelândia
Segmento
Educação infantil e fundamental I
Papel
Product Designer (UX, UI, copy e desenvolvimento)
Entregáveis
  • Auditoria técnica e de acessibilidade
  • Arquitetura de informação
  • Copy e hierarquia de conteúdo
  • UI Design
  • Protótipo de alta fidelidade
Prévia do site da Escola Bedelândia

Contexto

Uma escola de 42 anos com um site que não a representava

A Escola Bedelândia atende educação infantil e fundamental I em Joaquim Távora, Fortaleza, há 42 anos. Oferece ensino bilíngue, cultura maker, musicalização, natação, lógica de programação e acompanhamento nutricional, além de sistema de tempo integral.

O site anterior foi montado sobre um template gratuito de Blogger. O rodapé ainda trazia o crédito do template, com caracteres em chinês no meio da assinatura.

A escola tinha muito a mostrar. O problema não era conteúdo, era que quase nada dele estava em um formato que alguém, ou algum buscador, conseguisse ler.

O desafio

O conteúdo existia, mas não estava acessível a ninguém

Auditando o site anterior, o padrão que apareceu não foi de gosto visual, foi de acesso à informação:

  • Toda a proposta da escola estava dentro de uma imagem. “42 anos”, “Educação Infantil”, “Ensino Bilíngue”, “Ensino Fundamental I” e “Sistema de Tempo Integral” eram pixels, não texto.
  • O texto real no começo da página se resumia a telefone, e-mail, endereço e os itens de menu.
  • As seis atividades pedagógicas apareciam como uma grade de fotos sem rótulo. Nome e descrição só surgiam ao passar o mouse ou tocar, conforme a própria página instruía.
  • O espaço logo abaixo do topo era ocupado por missão, visão e valores, ilustrados com imagens genéricas de banco.
  • O único convite era um botão verde escrito “FAÇA JÁ SUA MATRÍCULA”, pedindo a decisão final antes de a família conhecer a escola.

Auditoria técnica

O que estava quebrado por baixo do visual

Antes de desenhar qualquer tela, rodei uma auditoria técnica e de acessibilidade nas duas versões. Nenhum destes itens aparece em um print, mas são eles que decidem se uma mãe usando leitor de tela, ou um pai que precisa aumentar a fonte, consegue usar o site.

CritérioSite anteriorNovo site
Título principal (H1)Nenhum. O documento começava direto em H2“Aqui, seu filho aprende brincando”
Estrutura de títulosSeis títulos invisíveis do template: Top Links Menu, Main Menu, Header Background, Menu based on Icons, Section BackgroundApenas títulos de conteúdo real
Texto alternativo das imagens“Header Background”, “01”, “02”, “03”, e seis imagens sem alt algumDescrição real em todas as 16 imagens
Idioma declarado da páginaVazio. O leitor de tela não sabe que o texto é portuguêspt-BR
Meta descriçãoAusentePresente
Zoom no celularBloqueado por maximum-scale=1.0Livre
Altura da página13.774 px8.412 px

O item mais grave é o zoom bloqueado: o site anterior impedia a pessoa de ampliar a página no celular, o que reprova no critério 1.4.4 da WCAG. Somado ao idioma vazio e ao texto alternativo inútil, o efeito prático é que uma família com baixa visão simplesmente não conseguia ler o site de uma escola. E como a proposta pedagógica estava dentro de imagens, nem o Google conseguia indexar aquilo que a escola tem de melhor.

A direção

As decisões que guiaram o redesign

A escola tinha 42 anos de história e seis diferenciais pedagógicos reais. A direção do redesign foi basicamente uma: tirar tudo isso de dentro das imagens e colocar em texto que qualquer pessoa, e qualquer buscador, consiga ler.

01

Transformar a imagem do topo em texto

O banner promocional deu lugar a um título de verdade, “Aqui, seu filho aprende brincando”, com o recorte de idade e as frentes pedagógicas logo abaixo. A mesma informação que antes era pixel virou conteúdo indexável, redimensionável e legível por leitor de tela.

02

Tirar as atividades de trás do cursor

As seis frentes pedagógicas passaram a ser cards com nome e descrição visíveis. Cada uma ganhou uma linha explicando qual capacidade desenvolve, e a seção abre dizendo que todas acontecem dentro da rotina, não como aula extra.

03

Responder a pergunta que a família realmente faz

Criei uma seção organizada por idade, de 2 a 10 anos, que descreve o foco de desenvolvimento em cada fase. Pai e mãe não pesquisam metodologia, pesquisam o que esperar quando o filho tiver quatro anos.

04

Trocar a matrícula pela visita

“FAÇA JÁ SUA MATRÍCULA” virou “Agende uma visita”, e a seção de contato abre com “antes de matricular, venha conhecer a escola”. Escolher escola é uma decisão longa e emocional: pedir a matrícula de imediato pula todo o processo de confiança.

05

Dar ao institucional o lugar certo

Missão, visão e valores saíram da posição logo abaixo do topo, onde ocupavam o espaço mais valioso da página com linguagem abstrata e ilustrações de banco de imagem. O que entrou ali foi a proposta pedagógica concreta.

06

Tratar acessibilidade como parte do desenho

Idioma declarado, zoom liberado, texto alternativo descritivo em todas as imagens e estrutura de títulos limpa. Em site de escola isso não é detalhe técnico: é o que define se a família consegue ou não ler a página.

Antes e depois

O que mudou, tela a tela

Cada bloco abaixo mostra um trecho da experiência com a leitura do que motivou a mudança. Alguns são comparações diretas; outros são camadas que o site anterior não tinha.

Abertura

A proposta da escola estava dentro de um JPG

O topo anterior era um banner promocional montado como arte, no formato de um panfleto impresso. “42 anos”, “Ensino Bilíngue”, “Sistema de Tempo Integral”: nada daquilo era texto, tudo era imagem. Por isso o site não tinha H1 e por isso o Google não tinha o que indexar. A nova abertura diz a mesma coisa em texto, sobre uma foto real da fachada da escola.

Topo do site anterior, com um banner promocional em imagem anunciando 42 anos, matrículas abertas e as modalidades de ensino
Site anterior
Topo do novo site, com o título “Aqui, seu filho aprende brincando” em texto real sobre foto da fachada da escola
Novo site

Metodologia

Seis fotos sem rótulo, e o conteúdo escondido atrás do cursor

A seção de atividades era uma grade de seis fotos sem uma palavra. A própria página instruía: passe o cursor ou clique nas imagens para ver mais informações. Ou seja, o maior diferencial competitivo da escola só existia para quem descobrisse que precisava interagir. No celular, isso significa seis toques. A nova seção mostra nome e descrição de cada frente sem exigir nada do visitante.

Seção de atividades do site anterior, com seis fotos de crianças em grade, sem nenhum título ou descrição visível
Site anterior
Seção de metodologia do novo site, com cards nomeando ensino bilíngue, cultura maker, musicalização, natação, programação e acompanhamento nutricional, cada um com descrição
Novo site

Inclusão

A pergunta que a família faz, organizada por idade

Nada no site anterior dizia o que muda entre matricular uma criança de dois anos e uma de sete. Esta seção descreve o foco de desenvolvimento em cada fase, do vínculo e da autonomia nas primeiras rotinas até a alfabetização plena e o pensamento crítico no Fundamental. É a tradução da proposta pedagógica para a dúvida real de quem decide.

Seção “Como seu filho evolui em cada fase da escola”, com quatro etapas por faixa etária, de 2 a 10 anos
Seção criada no redesign

Inclusão

Um convite para visitar, no lugar de um pedido de matrícula

O site anterior tinha um botão verde escrito “FAÇA JÁ SUA MATRÍCULA” e nada entre a família e essa decisão. Aqui entra um agendamento de visita que já pergunta o segmento de interesse, e a seção abre dizendo “antes de matricular, venha conhecer a escola”. Escolher escola leva semanas e envolve visitar, comparar e conversar. O site passou a acompanhar esse tempo em vez de atropelá-lo.

Seção de agendamento de visita, com formulário pedindo nome, telefone, e-mail e segmento de interesse por faixa etária
Seção criada no redesign

O processo

Como o projeto foi conduzido

  1. 01

    Auditoria técnica e de acessibilidade

    Antes de olhar para o visual, medi o que estava quebrado por baixo: estrutura de títulos, texto alternativo, idioma declarado, zoom e o que era texto de verdade contra o que era imagem. Foi essa auditoria que definiu a prioridade do projeto.

  2. 02

    Extração do conteúdo preso em imagens

    Transcrevi para texto tudo que estava dentro dos banners e escondido atrás dos estados de hover, que era justamente a proposta pedagógica da escola.

  3. 03

    Reordenação e reescrita

    Remontei a página pela sequência de dúvidas de quem escolhe escola, e reescrevi o conteúdo falando com o pai e a mãe sobre a criança, no lugar da linguagem institucional em terceira pessoa.

  4. 04

    Protótipo de alta fidelidade

    Construí a nova home como protótipo navegável, usando as fotos e os textos institucionais reais da escola, e sinalizando na própria página quais blocos ainda são conteúdo de exemplo.

O resultado

O que o site passou a comunicar

A entrega é um protótipo de alta fidelidade, e o próprio site declara isso no topo: logo, fotos, textos institucionais e endereço são reais, extraídos do site atual, enquanto nomes de equipe, depoimentos e parte do FAQ são exemplos a validar com a escola. O que já dá para afirmar é o que mudou na base.

  • A proposta pedagógica saiu de dentro das imagens e virou texto legível por pessoas e por buscadores.
  • As seis frentes pedagógicas aparecem com nome e descrição, sem depender de passar o mouse.
  • A página passou a declarar idioma, permitir zoom e descrever todas as imagens.
  • Existe uma seção que responde o que esperar em cada faixa etária, que antes não existia.
  • O convite passou a ser conhecer a escola, e não fechar a matrícula de imediato.
  • A página encurtou de 13.774 para 8.412 pixels, mesmo passando a mostrar mais informação em texto.

Resultado publicado

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